O último dia do Caminho do Tejo…

Eu, o Espanhol e o Sul – Coreano, arrancamos para o último dia de caminhada e espera-nos um dia em cheio. Pelo caminho temos muitas subidas e descidas, serra com fartura, mas o dia nasce lindo e fresco.

Saímos do Alviela bem cedo e esperamos uma subida bem “rasgadinha” até chegarmos a Monsanto. Nesta etapa iremos passar por, Covão do Feto,Minde, Covão do Coelho, Giesteira e Casal do Velho e Fátima.

Andamos tranquilos, mas eu já estou desejoso de chegar a Fátima, apetece-me chegar o mais rápido possível, mas a Biodiversidade da Serra de Aire, não deixa ir tão depressa.

Conhecida pelas diversas espécies de morcegos, o que encontramos muitas vezes, são coelhos bravos e corvos, muito comuns nesta serra.

A beleza da serra e a sua Flora deixa-me boquiaberto e tranquilo, com o número elevado de Azinheiras, Carvalho Português e alecrim.

Após algum tempo de caminhada, paramos em Minde para tomar um café e comer alguma coisa. Minde, freguesia do concelho de Alcanena, possui uma língua própria, designada Minderico, reconhecida internacionalmente pelo SIL Internacional com língua individual, autónoma e viva. Esta língua foi desenvolvida pelos feirantes mindericos que, em tempos viajavam por todo o país, com o propósito principal de se entenderem de forma privada, impedindo outros indivíduos de perceber o que estes falavam e combinavam.

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O tempo estava quente e com a chegada da hora do almoço o calor já apertava e o desejo de chegar a Fátima era muito.

Com algumas paragens na serra e no campo, o espanhol, confessa que adorou ter-se enganado e que o caminho é magnifico, que não esperava ir a Fátima, mas se calhar tinha mesmo de ir .

A chegada a Fátima faz-se ao inicio da tarde, tive de caminhar um pouco mais rápido, porque tinha autocarro para Setúbal a meio da tarde e não podia perde-lo.Chego com o sentimento de dever cumprido e comparando com a chegada a Santiago, o Inácio tinha razão, chegar a Fátima é chegar ao fim do caminho, é chegar aquele lugar, chegar a Santiago é diferente, é um sentimento de, e “agora para onde vou? “.

E eu senti da mesma forma.

Despedi-me do espanhol e do Sul Coreano, agradecemos a companhia uns dos outros e trocamos contactos. Já tenho casa nas Canárias e na Coreia do Sul.

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Estas experiências, são muito ricas e as pessoas que conhecemos no caminho, fazem parte da estrada da  nossa vida, como aquela pessoa que está ao nosso lado no café, na paragem do autocarro, na fila do supermercado. Devemos estar atentos as respostas que nos são dadas pelo Universo diariamente  e saber interpreta-las.

Saio desta experiência, mais paciente, com mais espírito de sacrifício, mais sereno e mais introspectivo.

Obrigado.

 

 

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