1ª etapa de Valença do Minho a Porrino – 22 km

São 06h00 e já estávamos a pé. Combinamos com a recessão da pousada servir-nos o pequeno almoço antes das 7 horas e assim foi, de barriga cheia lá fomos caminhando. Manhã fresca e o sol a raiar, adivinhava-se um dia de calor. Com rapidez chegamos a ponte de ferro que separa Portugal de Espanha e, pé ante pé, estávamos em Tui (Espanha), cidade pacata da província de Pontevedra. Paramos para carimbar pela primeira vez a credencial do peregrino na Catedral de Santa Maria de Tui. Antes de chegarmos ao parque de merendas de Orbenlle, vimos duas estrangeiras a tentar localizar um caminho alternativo ao Poligono, troço do caminho que iríamos atravessar depois do parque de Merendas. Este troço do caminho tinha fama de ser penoso, mas decidimos não arriscar e seguimos o plano inicial. Já no parque de merendas o que nos decepcionou um pouco foi o facto de estar completamente abandonado, sem casa de banho e apenas um toldo e mesas para comer. Após descanso merecido e almoçados, carimbamos a credencial e lá fomos rumo ao tão temido polígono (até o nome parece o de um monstro assustador). Assim que descemos do parque esperava-nos sol e mais sol, camiões e mais camiões, asfalto e mais asfalto. Sinceramente esta parte é terrível e nada tem que ver com o Caminho. Sob um sol abrasador e com uma força surreal o polígono passou a correr e tal era a vontade de superar esta prova acabaram por ser os kilometros mais rápidos de toda a etapa. Neste troço encontramos uma família de portugueses que caminhavam com o seu cão podengo, parecido com a nossa cadela PUKA que deixamos em Portugal. Chegamos à cidade de Porrino aliviados por o “pior” já ter passado, ainda tivemos que a palmilhar um pouco até ao Albergue. O calor era muito e decidimos sentar para tomar uma laranjada para os metros finais. Chegados ao albergue esperava-nos uma fila de vários peregrinos, para darmos entrada, e o pagamento de 5 €, por este albergue ser municipal. Instalamo-nos, tomamos um merecido banho e comemos os mantimentos comprados num clone espanhol do mini preço. O resto do dia foi de descanso num maravilhoso deck do albergue, hipnotizados pela visão dos peregrinos a chegar para dar entrada, até o Albergue estar lotado e não aceitar mais entradas. A noite foi dura, sem pregar olho e um calor brutal, mais parecia que estávamos numa sauna. Acabei as últimas duas horas de sono a dormir no chão do albergue em tronco nu. Para primeira noite foi horrível e mais kilómetros se adivinhavam no dia seguinte. Esta etapa foi dura devido ao calor e ao ritmo a que caminhamos, algo que não voltaríamos a repetir, porque como diz o ditado ” Una tortuga conoce mejor el camino que una liebre”.

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Aspectos positivos – O deck do Albergue, povoações por onde passamos idênticas às aldeias remotas de Portugal.

Aspectos a negativos – Evitar o poligono, ritmo da caminhada, evitar caminhar nas horas de calor, venda para os olhos e evitar a parte superior dos beliches onde se sente mais o calor.

Bom Caminho.

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