4 ª etapa – Pontevedra a Caldas de Reis – 21, 9 Km

 

06H30 da manhã, ainda noite cerrada a entrar pelo bosque, caminhamos sozinhos até ser dia e só aos primeiros raios do dia encontramos peregrinos
Após uma pequena paragem encontramos a Eva, o Ivan, o Àdrian e um casal de Madrilenos. Àdrian um francês de ar desleixado, de bem com ele e com a vida, trabalhava numa casa de espectáculos na Normandia durante 9 meses do ano sem interrupção e tinha 3 meses para vaguear pelo mundo, algo que fazia já há muito tempo. Contou que uma das suas primeiras aventuras fora uma viagem à Índia, comprou bilhete de ida e voltou 4 meses depois, percorrendo aquele país de norte a sul. Decidiu percorrer o caminho até Santiago por curiosidade. Já vinha desde o Algarve, comentou que adora o nosso país e só se queixou dos autocarros e da pouca informação disponibilizada. O seu medíocre espanhol tinha aprendido com a sua namorada chilena. Tinha como objectivo chegar a Santiago de Compostela, voar para Bilbau e a partir daí comprar uma bicicleta e pedalar até a sua terra natal, a Normandia.
A Eva, estudante de história que falava também Francês pelo ano que passara num Erasmus em Paris, fazia a ponte linguística entre o Francês do Ádrian e o Espanhol. Era a comunicadora nata do grupo, a típica relações públicas. Fazia o caminho com o seu irmão, ambos tinham terminado relações duradouros e quase como um recomeço e para reflectir decidiram fazer juntos o caminho. A sua dinâmica era quase de pai e filha, devido á diferença de idades e era maravilhoso assistir ao laço que os unia.
Cansados e cheios de sede, a 2 km de Caldas de Reis, paramos em grupo num albergue privado (que não sei o nome) muito porreiro. Bebemos umas cervejas, trocando experiências com outros caminhantes, nomeadamente um espanhol que já tinha feito vários caminhos até Santiago e um grupo de Valencianas que esperavam uma amiga que viria de transporte, porque não tinha aguentado a dureza da etapa.
Chegados a Caldas de Reis, instalamos-nos todos no albergue privado o Cruceiro. Descansamos e partilhamos comida numa refeição típica espanhola. Para quem quis foi tempo de descansar os pés nas águas quentes da Fonte termas das Burgas (a não perder esta experiência mesmo que tenham de se arrastar até lá!!!)

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Aspectos Negativos – gerir o cansaço da noite mal dormida com os kilometros a percorrer.

Aspectos Positivos – Relações interpessoais que se estabeleceram, camaradagem. convívio, partilha de experiências.

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