Nicarágua – “O Mundo a meus pés” pelos olhos de Bárbara Gonçalves

 

Desafiei a Bárbara para escrever sobre a Nicarágua e descrevê-la aos seus olhos. Com o pouco tempo que tem teve a amabilidade de o fazer e deu-nos a conhecer um pouco deste país maravilhoso e da sua experiência.  A Bárbara é uma viajante por natureza e já viveu no Reino Unido, Brasil, Alemanha e agora em El Salvador, mas acima de tudo AMA viajar, ela deu um pulo à Nicarágua e levou “O Mundo a meus pés”.

Nicarágua por Bárbara Gonçalves

“A Nicarágua é um país de baixa densidade populacional o que se faz notar principalmente em Manágua, a capital, onde muitas zonas de estrada são ainda de terra batida, onde o tráfico é caótico, não pela quantidade de carros, mas pela maneira louca como se conduz nesta parte do mundo. É cultural.

Chegamos de autocarro a Manágua, uma viagem demasiado grande, 20 horas de autocarro, porque o Ticca Bus de El Salvador a Manágua avariou-se ainda estava a caminho da fronteira de El Salvador com as Honduras. Tive de esperar 5 horas para que os motoristas  arranjassem finalmente o autocarro e seguir caminho. Parece que isto das avarias são uma constante e faz parte do caminho quando se viaja em autocarro. No autocarro, a fazer a viagem até Manágua, estavam vários mochileiros e então a espera não foi tão aborrecida. Cheguei a Manágua era meia noite. Um amigo com quem ia ficar veio buscar-me num táxi, por sorte.

Chegamos a casa dele tomámos um refresco e fomos dormir. No dia seguinte, fomos para o aeroporto de Manágua, tínhamos o nosso voo as 14.00 pm para as Corn Islands. Só se chega a estas ilhas, que se encontram no pacifico caribeño, através de avião ou de barco. A Costeña é a linha aérea que tem o monopólio dos voos para a dita ilha. Os voos custam em média 200 $ ida e volta e há pelo menos um voo por dia.

Também se pode chegar de barco mas disseram-nos que se quiséssemos uma aventura então essa rota era a ideal porque o barco pode demorar até duas semanas em caminho e vai tudo junto por igual, carga, animais, carros, tudo o que precisar chegar à ilha.

Chegamos a ilha de Corn por volta das 16.00 da tarde. O voo fez uma pequena paragem em Bluefields, capital da região autónoma sul caribenha (RACS) onde embarcam e desembarcam passageiros, e segue viagem. Ao chegar ao aeroporto da ilha apanhamos um táxi que custou cerca de 20 córdobas até ao http://Hotel BELLAVISTA é  super bonito e está bastante acessível em termos de preço. É gerido por um casal de italianos que falam espanhol e um pouco de inglês. São super simpáticos e os pequenos-almoços são deliciosos. Se quiserem, almoçar ou jantar é só avisá-los.

Na ilha não há muito que fazer se não praia… e tive azar porque ao chegar estava uma tempestade em toda a costa caribenha. Assim, no primeiro dia andei pela ilha todo o dia a pé, debaixo de chuva, leva mais ou menos 3 horas para fazer toda a ilha. No segundo dia, já tive mais sorte e esteve um dia lindo de sol. A praia mais bonita chama-se Arena e podem caminhar desde o hotel Bellavista.

Para ir a Little Corn Island sai um barco todos os dias por volta das 10.00, creio que é o último e o último que volta de regresso sai de Little às 13.00, assim vale a pena ir e ficar uma noite ou mais. Não consegui  visitar porque no dia seguinte ia embora cedo. Os barcos saem quase sempre, mas pode ser que saiam na parte da tarde, no entanto se o tempo mudar já não podem regressar….Se tiverem apertados de tempo é melhor não arriscar. Então passei a manhã na praia e à tarde, fui fazer snorkling. Aconselho vivamente, porque se vê imensos peixes de cores diferentes. Custa mais ou menos 25  córdobas por duas horas. Qualquer viagem de táxi pela ilha custa sempre 20 córdobas.

A comida é boa, muita lagosta, de todas as formas e feitios. O prato típico é o Vigoron, que é um ensopado de peixe com batata, mandioca cozida, um peixe inteiro e marisco e muitas outras coisas. É delicioso.

No dia seguinte voei de volta a Manágua e apanhei um autocarro pequenino, perto da saída de autocarros junto à Universidade, até Leon. A viagem dura mais ou menos 2 horas e custa 60 córdobas. Cheguei a Leon as 15.00 da tarde e fomos à procura de um hostel porque não tinha nada preparado. Encontrei um “Surfing turtle” super bem localizado, a umas poucas quadras da catedral e da praça principal, super barato 20 dólares por quarto para duas pessoas com casa de banho privada. O pessoal do hostel é super simpático. Pousei as tralhas e fui explorar a cidade. A catedral, vale a pena subir ao topo, paga-se 3 dólares e a vista  de toda a cidade é linda e o topo está todo renovado, é muito bonito. Léon é uma cidade colonial, com ruas de empedrado e edifícios baixos de estilo colonial, muito bonitos. Tem muitos edifícios bonitos e a praça central é bastante bonita e com vida. Há imensos mochileiros por todo Léon. Há imensas igrejas todas bastante bonitas e diferentes umas das outras, muitos museus e é possível em uma hora de caminho chegar a praia.

O hostel organizava visitas diurnas para ir a praia. Existe também um vulcão onde me recomendaram ir. Há várias coisas nos arredores que se pode fazer. Léon vale a pena visitar.

Recomendaram-nos provar o “Quesillo”, mas eu detestei. É uma tortilha com queijo mozzarella, bastante mayonese e cebola, tudo a frio. A mim não só não me convenceu como acho que foi o quesillo que me caiu mal, e a meio da tarde comecei a sentir-me super mal. Tão mal que a viagem terminou ai… Voltamos no dia seguinte para San Salvador.”

Obrigada Bárbara pelo teu testemunho. Que o Mundo esteja a teus pés 🙂

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E que o Mundo esteja aos vossos pés 🙂


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